Juarez Dias, professor do curso de Publicidade e Propaganda, é o responsável pelo texto da peça “Do Tempo e Da Paixão – Fragmentos Descontínuos de Frida Kahlo”, que está em temporada desde o dia 2 de maio.
A montagem é conduzida sob a perspectiva da morte, representada pelas entidades da mitologia “as três moiras” ou fiandeiras, que tecem o fio da vida e definem o destino dos homens, inclusive o de Frida Kahlo. As fiandeiras apresentam aspectos da relação da pintora com o mundo e a morte, das cores e imagens fortes de sua obra, da vida conjugal tumultuada ao lado do muralista mexicano Diego Rivera, do acidente que deixou limitações físicas ao longo de sua vida.
A peça, no entanto, não pretende ser uma biografia cronológica da artista. O texto, do professor Juarez, traz uma reflexão sobre as relações humanas e o tempo, a partir do imaginário da pintora mexicana, em uma linguagem contemporânea fragmentada, em sintonia com o público da atualidade. O espetáculo explora também como recurso narrativo o jogo cênico entre o ator e boneco, trazendo situações inusitadas que mesclam fantasia e realidade e revelam ao público elementos do imaginário da pintora.
Em um processo de criação compartilhado com a direção e a dramaturgia, o cenário, a luz, a trilha e o figurino contribuem para a construção dos sentidos e atmosferas da peça e em “Do Tempo e da Paixão” criam dois planos ou lugares de enunciação bem definidos: o mundo dos mortos e o mundo dos vivos, de forma que com o desenrolar da peça a distância entre eles se torna cada vez mais tênue, até que o espectador não reconhece mais os limites entre a vida e a morte.
“Do Tempo e Da Paixão – Fragmentos Descontínuos de Frida Kahlo” está sendo encenada de quinta a domingo, sempre às 20h, no Teatro Marília (Av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Os ingressos custam R$18 (inteira) e R$9 (meia-entrada) e estão à venda na bilheteria do teatro. A temporada vai até o dia 25 deste mês.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
Tô precisando de um estagiário para o meu blog, se esse tal de Hugo estiver livre e se interessar, pago bem. Escreve bem o moço...
Postar um comentário